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BCG: líderes empresariais devem reconstruir suas relações com o governo para se recuperar da recessão


Consultoria afirma que os altos executivos ainda não fazem o suficiente para manter suas ligações com a elite política e que o protecionismo e outras formas de intervenção governamental ameaçam as empresas


Davos-Klosters, Suíça, 31/1/10 – O novo livro da consultoria, Accelerating Out of the Great Recession: How to Win in a Slow-Growth Economy (McGraw-Hill, fevereiro de 2010), ainda inédito no Brasil, identifica as estratégias que as empresas devem empregar para se afastar da “grande recessão” e observa que os altos executivos ignoram a política de forma arriscada. David Rhodes e Daniel Stelter, sócios seniores do The Boston Consulting Group e autores do livro, encorajam os líderes executivos a se aproximar dos governos, para evitar um recuo na tendência de mais de 30 anos em direção à desregulamentação econômica, privatização e liberalização do comércio.

 

Rhodes e Stelter argumentam que um profundo conhecimento político será uma característica fundamental da nova mentalidade empresarial na era pós-recessão. Os líderes empresariais terão de influenciar mais a política do governo, prever e se beneficiar dos planos de gastos para revitalizar suas economias e ajudar a moldar as visões do governo em termos de regulamentação.

 

Em uma pesquisa realizada com líderes de mais de 400 empresas com faturamento superior a US$ 1 bilhão, os autores constataram que os executivos consideram que a crescente onda de intervenção governamental agirá como um freio no crescimento e na economia global. A pesquisa constatou, entre outros fatos, que:

 

  • 81% esperam maior regulamentação do governo;
  • 81% acreditam que a regulamentação será uma contenção ao crescimento;
  • 75% esperam um aumento
     no protecionismo comercial e financeiro;
  • 71% esperam um aumento de medidas protecionistas em relação ao trabalho;
  • 64% acreditam que o crescimento será mais difícil.

Os sócios do BCG sustentam que o relacionamento entre as empresas e os governos será crucial para o entendimento de soluções políticas que estimulem o crescimento econômico sustentável. “No futuro, as decisões dos líderes não serão baseadas apenas em critérios comerciais. Terão de levar em conta o que o governo quer, ou, em alguns casos, exige. Os executivos devem focar em fazer seus negócios crescer em circunstâncias difíceis. Mas eles ignoram a política de forma arriscada. Os líderes empresariais precisam aprender a fazer política”, diz David Rhodes. “Em um mundo em que políticas de longo prazo de estímulo fiscal e monetário tornam-se norma, as empresas devem se aproximar ainda mais do governo, seja por meio de lobbies ou previsões de onde o governo pretende gastar”, acrescenta Daniel Stelter. “Isso não é bom para a saúde dos negócios, nem da economia no longo prazo. Mas as empresas não têm outra escolha.”

 

Metodologia da pesquisa

 

Os resultados da pesquisa realizada pelo BCG, que resultou no livro Accelerating Out of the Great Recession: How to Win in a Slow-Growth Economy, basearam-se em um questionário on-line enviado para 434 gestores de negócios em sete países. Todos os entrevistados representam empresas de todos os setores (exceto serviços financeiros), com pelo menos US$ 1 bilhão de faturamento global em 2008. A pesquisa foi encomendada pelo The Boston Consulting Group e conduzida pela Grail Research, entre 24 de agosto e 1º de setembro de 2009.

 

Sobre os autores

 

David Rhodes é sócio sênior do The Boston Consulting Group em Londres e líder global da prática de instituições financeiras da empresa. Desde que ingressou no BCG, em 1985, tem trabalhado principalmente em projetos que englobam grandes mudanças estratégicas e organizacionais em instituições financeiras de grande porte na Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Estados Unidos.

 

Daniel Stelter é sócio sênior da consultoria em Berlim e líder global da prática de Desenvolvimento Corporativo do BCG. Stelter também é membro do Comitê Executivo do BCG. Há 19 anos na empresa, tem participado e dirigido diversos projetos em toda a Europa, com foco em finanças corporativas (incluindo fusões e aquisições, ofertas públicas iniciais, devidas diligências, alianças estratégicas e joint ventures) e em estratégia (incluindo estratégia de carteira e gestão de valores).

 

Sobre o The Boston Consulting Group (BCG)

 

Fundado em 1963, o The Boston Consulting Group (BCG) é uma empresa global de consultoria de gestão, líder mundial em estratégia de negócios. Atua em parceria com empresas de todos os setores e regiões, para identificar as oportunidades que gerem mais valor, abordar os desafios mais importantes e transformar o negócio de seus clientes. A empresa acredita que as melhores práticas ou benchmarks raramente são suficientes para criar valor permanente, e que uma mudança positiva requer novos insights sobre economia, mercados e dinâmica organizacional.

O BCG está presente em 39 países, por meio de 68 escritórios. A sede de São Paulo foi inaugurada em 1997 e, desde então, a empresa tem apoiado companhias líderes em seus segmentos de atuação, tanto nacionais quanto multinacionais, a refinar e implementar estratégias, aprimorar a estrutura organizacional e a explorar as mais diversas oportunidades de criação de valor. Para obter mais informações, acesse o site www.bcg.com.  

Se houver interesse em receber mais informações, por favor, entre em contato.


Aline Tieppo – alinetieppo@rp1.com.br

Fernanda Amorim – fernandaamorim@rp1.com.br
RP1 Comunicação
Tel.: 11 5501-4655
www.rp1.com.br

Janeiro/2010
       

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