Lucro líquido da Usiminas atinge R$ 1,5 bilhão no 1º semestre de 2008
No 2º trimestre de 2008, o lucro líquido alcançou R$ 861 milhões, com aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2007
A Usiminas – maior complexo siderúrgico de aços planos da América Latina e líder no mercado nacional – registrou lucro líquido de R$ 861 milhões no 2º. trimestre de 2008, 7% superior ao montante apurado no 2º. trimestre de 2007. No resultado acumulado do 1º. Semestre de 2008, o lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão, 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O EBITDA alcançou R$ 1,5 bilhão no 2º. trimestre de 2008, 18% superior ao apurado no mesmo período de 2007, e atingiu R$ 2,7 bilhões no acumulado do ano, o que representa um crescimento de 12% em relação ao EBITDA apurado no 1º. semestre de 2007. Já a receita líquida totalizou R$ 4,0 bilhões neste 2º trimestre, com crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2007. No semestre, a receita totalizou R$ 7,5 bilhões, com crescimento de 12% se comparado ao 1º semestre de 2007.
Os resultados, considerados sólidos e consistentes pela Companhia, foram motivados, principalmente, pelos melhores preços e mix de produtos comercializados no período. Registrou-se, também, um aumento da participação das vendas no mercado interno, que, além de aquecido, normalmente possibilita a oferta de produtos de maior valor agregado.
Além disso, os fundamentos macroeconômicos do País também contribuíram positivamente para os resultados. A economia brasileira no 1º semestre de 2008 manteve-se aquecida, com forte desempenho tanto no consumo quanto nos investimentos. A expansão do crédito - em volume e prazos - o aumento do emprego e da massa salarial e os elevados índices de confiança dos consumidores e investidores têm sido fundamentais para o desempenho da economia brasileira e do mercado de produtos siderúrgicos em geral.
Vendas totais
As vendas físicas de 1,9 milhão de toneladas no 2º. trimestre de 2008 apresentaram-se 3% menores em relação ao volume vendido no mesmo trimestre de 2007 e apresentaram um aumento de 2% em relação ao 1º trimestre deste ano. Já no acumulado de 2008, as vendas totais atingiram 3,8 milhões de toneladas, também 3% inferiores em relação ao volume do 1º. semestre de 2007.
Isto ocorreu devido ao menor ritmo de produção e vendas durante o 1º trimestre de 2008, em função de investimentos e obras previstas no Plano de Desenvolvimento da Usiminas e já concluídas na Usina de Cubatão (vide produção).
Vendas – mercado interno
No 2º trimestre de 2008, as vendas no mercado interno atingiram 1,7 milhão de toneladas (87% do total), 10% acima do volume comercializado no 2º. trimestre de 2007, acompanhando, dessa forma, a expressiva evolução da demanda interna por produtos siderúrgicos. O aumento nas vendas foi mais expressivo nos setores de autopeças, equipamentos industriais, construção civil e naval.
A Usiminas encerrou o trimestre com participação de mercado de 50% e mantém sua posição de liderança no fornecimento de aços planos aos principais segmentos do mercado interno.
No 1º semestre, as vendas para o mercado interno totalizaram 3,2 milhões de toneladas (84% do total), 10% acima do volume do 1º semestre de 2007.
Vendas – mercado externo
Em conseqüência da demanda interna aquecida, as exportações têm sido reduzidas ao mínimo necessário para manter a presença estratégica da Empresa em mercados e clientes selecionados.
No 2º. trimestre, as vendas para o mercado externo totalizaram 255 mil toneladas (13% do total), 46% inferiores ao volume do mesmo período de 2007.
Já no 1º semestre, as exportações totalizaram 609 mil toneladas (16% do total), 40% menores em relação ao volume embarcado no mesmo período de 2007.
A entrada em operação da nova capacidade de produção de placas na usina de Santana do Paraíso, a partir de 2011, deverá elevar o percentual de vendas para o mercado externo, na medida em que a Empresa exportará 60% do volume produzido nessa unidade, fomentando, assim, as iniciativas de internacionalização da Usiminas.
Produção
Segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Siderurgia - IBS, no 2º trimestre foram produzidos cerca de 8,8 milhões de toneladas de aço bruto no Brasil. No 1º. semestre, o volume produzido totalizou 17,5 milhões (23% correspondente à Usiminas), 7% acima do volume produzido no mesmo período de 2007.
A produção de aço bruto da Usiminas atingiu no 2º trimestre de 2008, um volume de 2,0 milhões de toneladas, 9% inferior em relação ao mesmo período de 2007. No 1º semestre, a produção das duas usinas atingiu 4,0 milhões de toneladas de aço bruto, representando um decréscimo de 7% em relação ao 1º semestre de 2007. Já em relação ao 1º trimestre de 2008, a produção manteve-se estável.
Os resultados do trimestre e do acumulado do 1º semestre do exercício, refletem um menor ritmo de produção da Usina de Cubatão, em razão dos investimentos para a reforma e modernização do Alto Forno nº 1, dos Conversores nºs 5 e 6 da Aciaria e da Máquina de Lingotamento Contínuo nº 3, equipamentos que já estão em operação.
Na Usina de Ipatinga, o destaque é para a obtenção da licença de instalação da ampliação da Laminação de Chapas Grossas e da licença de instalação da nova linha de galvanização da Unigal.
Investimentos
Os investimentos no imobilizado totalizaram R$ 639 milhões no 2º trimestre de 2008. No acumulado do 1º semestre de 2008, o montante total foi de R$ 987 milhões contra R$ 515 milhões no mesmo período de 2007, crescimento de 92%. Os recursos foram aplicados em manutenção, atualização tecnológica de equipamentos e proteção ambiental. Em 2008, a Usiminas investiu ainda R$ 1,6 bilhão com a aquisição da Mineração J.Mendes.
Perspectivas
O mercado de produtos siderúrgicos tem apresentado um crescimento de demanda consistente. Além dos setores que vêm apresentando expressivo crescimento nos últimos trimestres, merece referência a expansão dos setores de máquinas agrícolas, industrial e especialmente o setor naval que, em função do programa de ampliação da frota de navios da Transpetro, deverá apresentar uma demanda crescente ao longo dos próximos anos. Assim, 2008 deverá apresentar uma forte expansão da demanda.
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