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Veracel promove troca de experiências entre comunidades que sobrevivem da extração da piaçava


Com o objetivo de incentivar a organização de associações de artesãs e de trabalhadores da extração de piaçava da comunidade de Ponto Central, município de Santa Cruz Cabrália, a Veracel patrocinou, nos dia 7 e 8, a visita de um grupo à Cooperativa dos Produtores e Produtoras Rurais da APA de Pratigi (Cooprap), no município de Nilo Peçanha, situado no extremo sul baiano.

O grupo foi formado por duas artesãs, dois cortadores de piaçava, o coordenador do grupo de artesãs, Cláudio Lírio (da ONG Instituto BioAtlântica), e pelo consultor ambiental da Veracel, Luiz Quaglia. “Achei a visita bastante produtiva. Com cada pessoa que conversamos, foi um aprendizado a mais. Eles já passaram pelo que estamos passando”, avaliou a artesã Silvaneide Porto dos Santos, que, ao lado da amiga Edinalha Santos, representou um grupo de 16 artesãs de Ponto Central.

A Cooprap é uma cooperativa de cortadores e artesãos de piaçava que existe há três anos. Hoje conta com um grupo de 120 cooperados, que possuem renda média de R$ 450,00. “Vimos que o caminho era o associativismo e o cooperativismo. Mudamos a realidade de nossa comunidade”, explicou Janilton Santos Palma, presidente da Cooprap. “Com a organização do grupo, que reúne nove comunidades que realizam a extração sustentável de piaçava na APA de Pratigi, os cooperados, além de passar a ter renda fixa, tiveram também melhora na qualidade de vida”, enfatiza Palma.

Segundo o biólogo Cláudio Lírio, que coordena o grupo de artesãs de Ponto Central, o principal problema enfrentado pelo grupo é a organização da associação e da produção. “Essa troca de experiências que tivemos aqui vai ajudar muito na estruturação do grupo, que já está buscando o registro da associação”, explicou Lírio.

Experiência – “Meu esposo tinha o sonho de me tirar da limpeza da piaçava. Hoje trabalho com artesanato, tenho uma renda melhor que a dele, que é cortador. Já melhorei muito a minha casa”, relatou a artesã Josenilda, da comunidade quilombola de Jatimane, uma das duas visitadas pelo grupo.

Em Jatimane, além de aprender como melhorar a produção de artesanato, o grupo de Ponto Central ouviu do nativo Niltaides um pouco da história da comunidade, que sobrevive da extração de piaçava, e como fazer o corte correto. A artesã Aidil aproveitou para ensinar às artesãs de Ponto Central como fazer a costura das peças de artesanato sem deixar nó. “Vou ensinar às minhas amigas. Aprendi muitas coisas novas aqui”, disse a artesã Edinalha Santos, que também aproveitou a viagem para observar novas peças de artesanato, costuras e desenhos diferentes dos utilizados por seu grupo.

Na comunidade de Boitaraca, também quilombola, os cortadores de piaçava de Ponto Central Arlan Oliveira e Benedito Souza Filho aprenderam um pouco mais sobre a forma correta da retirada da fibra da piaçava, para não matar a planta, sobre preço de mercado para corte e venda e a importância da organização do grupo. “Sempre trabalhei com o corte, mas tive de abandonar, porque não tinha renda fixa. Aqui, se nos organizarmos, poderemos crescer juntos. Temos que nos organizar”, disse Benedito.

Veracel – “Nosso objetivo foi proporcionar a troca de experiências e, pelo que vimos, foi um sucesso”, explicou Luiz Quaglia. De acordo com Quaglia, a Veracel está realizando um estudo sobre a melhor forma de manejar a piaçava em três áreas de sua propriedade no distrito de Ponto Central. A idéia é permitir que as atividades do uso da piaçava sejam realizadas sem provocar danos ambientais.

Segundo o consultor ambiental, hoje o corte é feito de forma não-sustentável. A empresa apóia um grupo de extrativistas de piaçava de Ponto Central, para que se organizem em associação. A Veracel estimula a formação, posteriormente, de uma cooperativa que promova o uso sustentável da piaçava, segundo o plano de manejo que está sendo elaborado para todas as áreas onde ocorre essa espécie de palmeira nas suas propriedades.

Quaglia explica que as áreas determinadas vão beneficiar, a princípio, a comunidade de Ponto Central, tradicionalmente uma comunidade extrativista de piaçava. “Mas no futuro o projeto poderá ser ampliado a outras comunidades”, conclui.

Sobre a Veracel: A Veracel é um empreendimento integrado de produção de celulose, que inclui desde a formação da floresta até o escoamento da produção final, pelo Terminal Marítimo de Belmonte (BA). Sob o controle de dois acionistas – Aracruz Celulose S.A. (Brasil) e Stora Enso (conglomerado sueco-finlandês) –, iniciou suas operações industriais em maio de 2005. Sua fábrica está instalada entre os municípios de Eunápolis e Belmonte, no extremo sul da Bahia. Considerada uma das mais modernas do mundo, tem capacidade nominal de produção de 900 mil toneladas por ano.

A empresa tem áreas em dez municípios baianos para as atividades florestais: Eunápolis, Canavieiras, Belmonte, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Em 2006, primeiro ano completo de operação industrial, a Veracel alcançou uma produção total de 976,3 mil toneladas de celulose. Em 2007, a produção total alcançou 1,05 milhão de toneladas.


Camila Knack – camila.rp1@veracel.com.br

Eduarda Toralles – eduarda.rp1@veracel.com.br

Sérgio Pedroso – sergio.rp1@veracel.com.br

Fernanda Amorim – fernandaamorim@rp1.com.br

Comunicação Veracel – tel.: 73 3166-8063 / 73 3166-8052

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