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Doenças Cardiovasculares: o Mal do Século


Em 2020, segundo o WHO World Health Report 2007, 36 em cada 100 pessoas serão vítimas do infarto agudo do miocárdio, numa estimativa que pode chegar a 25 milhões de mortes no ano

Dia 18 de julho, às 17h30, no Hotel Pestana, em Salvador (BA), o dr. Sergio Timerman, diretor das Escolas de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, participará do 1º Simpósio sobre Redução de Riscos Cardiovasculares. Na ocasião, o único fellow brasileiro da American Heart Association mostrará que as doenças cardiovasculares (DCVs) são a nova epidemia do século XXI.

Segundo o dr. Timerman, as DCVs constituem o maior desafio para a saúde no século 21. “A não ser que alguma coisa seja feita agora, 36 em cada 100 pessoas serão vítimas do infarto agudo do miocárdio no ano de 2020; e o índice de aumento será ainda maior nos países em desenvolvimento, já que têm menos recursos para lidar com esse mal”, destaca o médico.

Segundo dados do World Health Report 2007, CVD infobase, em 2007, 17 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares no mundo, dado que equivale a seis vezes o número de mortes por HIV/AIDS. Com sua apresentação, o dr.Timerman pretende sensibilizar a comunidade médica apresentando dados do Brasil e do mundo, mostrando novas tecnologias de socorro e reforçando a importância do treinamento em massa para minimizar a fatalidade desse mal.

DCV no mundo

Todos os anos, desde 1900, as doenças cardiovasculares foram a causa número 1 de óbitos nos Estados Unidos, com exceção do ano de 1918. Cerca de 2,5 mil norte-americanos morrem de doenças cardiovasculares a cada dia, contabilizando uma média de 1 morte a cada 34 segundos. No Brasil, em 2000, das 946.392 mortes, 260.555 foram causadas por doenças cardiovasculares (DATASUS 2000).

Durante o simpósio, o dr.Timerman mostrará que as doenças cardiovasculares respondem a cada ano por um total de mortes tão grande quanto a soma das outras cinco principais causas de morte no mundo: câncer, doenças respiratórias crônicas, acidentes, diabetes e pneumonia. Os principais causadores das doenças cardiovasculares continuam sendo: tabagismo, colesterol, obesidade, sedentarismo, histórico familiar e diabetes.

Tecnologia

Outro assunto a ser debatido no evento é a utilização de novos equipamentos e técnicas no atendimento de um paciente com parada cardíaca por hipotermia, por exemplo. “Já foi comprovado que manter o corpo a uma temperatura abaixo dos 32ºC, nas primeiras 24 a 48 horas depois da parada, aumenta as chances de recuperação, pois há economia de energia”, explica Timerman. Segundo o médico, as novas tecnologias podem salvar ao menos 50 mil vidas ao ano.

O Autopulse, novo equipamento de ressuscitação cardíaca, também é uma das novidades que aumenta as chances de sobrevivência das vítimas de parada cardíaca. O aparelho pneumático realiza massagens cardíacas automaticamente e com diversas freqüências, evitando as massagens de má-qualidade e a fadiga de quem a pratica manualmente. Idealizado por Timerman em 2001, o equipamento já é distribuido na Europa e nos EUA, e passará a ser comercializado no Brasil.

Treinamento

Segundo a American Heart Association, 80% das mortes súbitas acontecem dentro de casa e 85% das vítimas morrem antes de chegar a um hospital. “Esses dados demonstram a necessidade urgente do treinamento populacional, já que a vítima contará com atendimento de quem estiver por perto, como filhos, pais, mães, etc”, diz o dr. Timerman”. “A partir do primeiro segundo em que a pessoa sofre um ataque cardíaco, começa uma contagem regressiva mortal na qual é absolutamente necessário receber a massagem cardíaca”, completa.

De acordo com dados da publicação Circulation, da American Heart Association, aeroportos, cadeias, shoppings, estádios esportivos e grandes indústrias também são locais de alta prevalência de vítimas de mal súbito, nos quais os funcionários deveriam ser treinados a prestar um atendimento de emergência às vítimas de parada cardíaca.

Por essa razão, é fundamental a multiplicação de eventos de treinamento em massa como o Projeto Viva Coração, campanha que familiariza a população com as manobras de suporte básico de vida, para que as pessoas saibam agir corretamente em caso de emergências cardíacas. Idealizado pela Escola de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi, o Projeto Viva Coração já foi realizado em Fernando de Noronha.

Serviço

1º Simpósio sobre Redução de Riscos Cardiovasculares
Data: 18 de julho de 2008
Palestra dr. Sergio Timerman: Doenças Cardiovasculares – Epidemia do Século XXI
Horário: 17h30
Local: Hotel Pestana
Endereço: Rua Fonte do Boi, 216 – Rio Vermelho – Salvador – Bahia
Informações: pelo telefone (71) 3271-9103 ou pelo e-mail marketing@promedica.com.br

Fonte para entrevistas: Dr. Sérgio Timerman, diretor da Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi e especialista em clínica médica, cardiologia, terapia intensiva e emergência. É o único fellow brasileiro da American Heart Association e diretor científico da Fundação Interamericana do Coração. Faz parte do Conselho Brasileiro de Ressuscitação e do American College of Cardiology. Introdutor no Brasil das técnicas de ressuscitação Suporte Básico de Vida (BLS), Suporte de Vida Avançado em Cardiologia (ACLS) e Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS).

Sobre a Escola de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi

O curso de Medicina da Anhembi Morumbi tem uma proposta curricular pioneira, na qual o aluno conta com qualidade acadêmica, tecnologia de ponta e diretrizes que levarão à formação de um médico apto a lidar com os futuros desafios da profissão. Com abordagem única no Brasil e investimentos da ordem de R$ 20 milhões, tem como diferencial uma sólida fundamentação acadêmico-científica, segundo modelo de ensino que obedece à tendência das melhores escolas internacionais.

A infra-estrutura é composta de laboratórios de alta tecnologia, com ambientes de simulação e realidade virtual, para que o aluno desenvolva habilidades clínicas desde o início do curso, reproduzindo a atuação profissional intensamente antes de trabalhar no contato direto com o ser humano. Para tanto, o estudante também conta com a infra-estrutura do Centro Integrado de Saúde e com as parcerias com hospitais e redes de Saúde.

O curso tem duração de seis anos e foco no trabalho em equipe e no ensino multidisciplinar e interdisciplinar, com programação que engloba diversos campos da saúde, como a medicina complementar. A direção da Escola de Medicina da Anhembi Morumbi está sob comando do dr. Sérgio Timerman, especialista em clínica médica, cardiologia, terapia intensiva e emergência. Junto com Timerman, o curso também se apóia no Conselho Consultivo, composto por profissionais de renome, que compreendem as exigências da educação médica e atualizam as diretrizes do currículo sempre que necessário.

Sobre a Anhembi Morumbi

Fundada em 1970, com a inovadora proposta de criar e sediar o primeiro curso superior de Turismo na América Latina, a Universidade Anhembi Morumbi mantém-se até hoje fiel ao compromisso de ensino acadêmico de qualidade, com campi na Vila Olímpia, no Centro, no Morumbi e no Vale do Anhangabaú. A Universidade oferece mais de 50 cursos, como Medicina, Moda, Gastronomia, Direito, Medicina Veterinária, Turismo, Quiropraxia e Cinema. Na Anhembi Morumbi, que possui uma das mais modernas infra-estruturas do País e renomado corpo docente, os alunos se preparam para enfrentar as inúmeras exigências da futura profissão. Atualmente, são 25 mil alunos, distribuídos entre os cursos de Graduação, Graduação Tecnológica, e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu. Ao completar 35 anos de fundação, em 2005, a Anhembi Morumbi tornou-se a primeira universidade internacional do Brasil ao integrar a Rede Internacional de Universidades Laureate, com 28 universidades e mais de 50 campi, presente em 17 países.

Renata Senlle – renatasenlle@rp1.com.br
Fabiola Mello – fabiolamello@rp1.com.br
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